PEC da escala 6×1: por que votação no Senado foi adiada

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PEC da escala 6×1: por que votação no Senado foi adiada

Governo calculava ter 53 ou 54 votos, mas considerou a margem arriscada. A PEC precisa de pelo menos 49 votos favoráveis para ser aprovada. O problema, segundo Randolfe, era não haver garantia de que todos os senadores considerados favoráveis estariam presentes e votariam pela proposta no momento da deliberação.

Randolfe atribuiu à oposição parte da dificuldade para garantir os votos. O líder governista afirmou que adversários conseguiram desmobilizar senadores e citou a atuação de Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição e contrário à PEC. Também mencionou a ausência de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na votação realizada anteriormente na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).

PEC avançou na comissão, mas não chegou ao plenário. A CCJ aprovou nesta quarta-feira o parecer favorável ao fim da escala 6×1. O colegiado também aprovou um requerimento de calendário especial para tentar abreviar os prazos de tramitação no plenário.

Governo tenta uma sessão extraordinária ainda em setembro. Randolfe afirmou que a base vai negociar com Alcolumbre uma convocação específica para votar a PEC antes das eleições. O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, também disse que a decisão sobre antecipar ou deixar a votação para depois do pleito caberá ao presidente do Senado.

Até a noite de ontem, não havia uma nova data definida para a votação. Guimarães afirmou que conversaria com Alcolumbre sobre o assunto e deixou aberta a possibilidade de uma definição nesta quinta-feira (3). Randolfe disse que, se não for possível votar ainda em setembro, o governo continuará tentando aprovar a PEC até o fim de outubro.