A disposição sobre os lobos aborda uma preocupação de longa data entre os pecuaristas, que afirmam que os lobos podem atacar o gado, especialmente bezerros, causando perdas no rebanho e forçando os produtores a gastar mais para monitorar e proteger seus rebanhos. Os lobos cinzentos continuam protegidos pela Lei Federal de Espécies Ameaçadas de Extinção em grande parte do país, embora as proteções variem de acordo com a região.
O movimento surge no momento em que Trump busca lidar com os preços recordes da carne bovina. Ao mesmo tempo, o governo enfrenta pressão dos pecuaristas devido à iniciativa de seu governo de aumentar as importações de carne bovina.
Os preços da carne bovina no varejo atingiram níveis recordes este ano, à medida que o rebanho bovino dos EUA caiu para seu nível mais baixo em 75 anos. A seca e os incêndios florestais contribuíram para a redução da oferta de gado, criando um problema político complexo para o governo, que tenta reduzir os custos dos alimentos sem prejudicar ainda mais os pecuaristas nacionais.
Na semana passada, o governo ampliou temporariamente o acesso a importações com tarifas mais baixas de carne bovina magra em 300 mil toneladas ao longo de três meses. A gestão Trump argumentou que são necessários suprimentos adicionais para reduzir os preços para os consumidores. A medida gerou oposição dos criadores de gado, que afirmam que o aumento das importações poderia pressionar os preços do gado nos EUA e tornar mais difícil a recuperação do rebanho nacional.
A rotulagem do país de origem tem sido uma demanda de longa data entre alguns criadores de gado dos EUA, que argumentam que os consumidores devem poder distinguir a carne bovina nacional dos produtos importados. O Congresso revogou as exigências de rotulagem obrigatória do país de origem para carne bovina e suína em 2015, após uma série de decisões da Organização Mundial do Comércio envolvendo contestações do Canadá e do México. De acordo com as regras atuais, as empresas podem usar voluntariamente o rótulo “Produto dos EUA”, sujeito aos requisitos federais.
O governo também anunciou medidas para apoiar os pequenos processadores de carne. Entre as medidas estão esforços para facilitar que os pecuaristas processem seu próprio gado, desafiando o domínio das maiores empresas de abate do país.
