O que mudou depois da tragédia
Em março de 1992, o Conselho de Segurança da ONU aprovou a resolução 748, que impôs à Líbia um embargo aéreo e de armas, além de restrições diplomáticas, em razão da falta de cooperação do governo de Gaddafi nas investigações sobre Lockerbie e sobre o atentado contra o voo UTA 772 em 1989.
Na época do acidente, meios de comunicação estatais líbios passaram a apresentar as sanções como parte do contexto da tragédia. A investigação oficial manteve a versão da colisão e dois militares envolvidos foram presos.
Anos depois, porém, um deles, o instrutor Majid Tayari, contestou o relato oficial e afirmou que não houve colisão entre os aviões. O militar disse que viu a cauda do Boeing se separar e atingir a região de seu caça, obrigando os dois ocupantes a ejetar.
O antigo gerente de segurança da Libyan Arab Airlines, Mahmud Tekalli, também passou a defender a hipótese de que o avião havia sido destruído deliberadamente. Familiares de vítimas pediram uma nova investigação.
A ordem atribuída a Gaddafi
É nesse ponto que aparece a versão mais grave sobre o acidente. Em reportagem da BBC publicada em 2014, Ali Aujali, que havia sido embaixador da Líbia nos Estados Unidos durante o regime de Gaddafi, que depois rompeu com o ditador, afirmou que o líder líbio ordenou a destruição do voo 1103.
