Dólar retoma negócios influenciado por petróleo perto de US$ 100 novamente

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Dólar retoma negócios influenciado por petróleo perto de US$ 100 novamente

No exterior, preço do petróleo em alta volta a se aproximar de US$ 100. O contrato futuro do barril do tipo Brent, referência internacional da commodity, com entrega para dezembro cedia 0,7% às 9h, cotado a US$ 94,85, perto dos picos do começo de junho.

Aumento das tensões no Oriente Médio guia valorização. O Irã prometeu retaliar novos ataques dos Estados Unidos. “Ataquem nossos ativos e vocês serão atacados”, afirmou Mohammad Baqer Qalibaf, presidente do Parlamento iraniano. Ele também declarou que as respostas aos ataques americanos serão “mais rápidas, mais duras e mais dolorosas”.

Petróleo mais caro por mais tempo aumenta risco de inflação no mundo. Neste cenário, dizem a economistas, os bancos centrais ficam mais propensos a elevar juros, o que tem potencial para desaquecer a economia e, por tabela, o desempenho das empresas cotadas em Bolsa. Depois de amanhã, o BCE (Banco Central Europeu) reúne a diretoria para votar manutenção ou aumento da taxa básica de juros na Zona do Euro, atualmente em 2,25% ao ano.

No Brasil, mercado ajuste projeções para indicadores econômicos. Na edição divulgada hoje do Boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com uma centena de agentes do setor financeiro, as estimativas para inflação para este ano recuaram de 5,01% a 5%. Para o PIB (Produto Interno Bruto), as estimativas foram atualizadas para cima, a 1,93%.

Na Bolsa, investidores testam fôlego da atual sequência positiva. Desde o dia 17 de agosto, o Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa do Brasil B3 subiu 11,5%, superando os 185 mil pontos pela primeira vez desde 6 de maio.

Para o Ibovespa seguir avançando será necessário que a queda dos juros futuros continue e que o fluxo estrangeiro se mantenha. No mercado de câmbio, o comportamento do dólar vai seguir influenciado pelo diferencial de juros brasileiro, pela perspectiva de política monetária mais dura nos Estados Unidos e pelo petróleo. Gustavo Assis, CEO da Asset