Meses depois, a Samsung gerou novos receios quanto à confiabilidade e ao preço com o Galaxy Fold, de US$ 2.000, o primeiro produto dessa categoria voltado para o mercado de massa. Críticos, incluindo Marques Brownlee, relataram telas quebradas, com algumas apresentando descascamento de uma camada protetora que se assemelhava a um protetor de tela, mas não era, em um escândalo apelidado de “foldgate”. A Samsung adiou o lançamento e recolheu todos os aparelhos de amostra.
Esse período também foi marcado por visões conflitantes sobre o melhor formato para um aparelho dobrável. O Galaxy Fold visava usuários com sua tela que se dobrava para dentro e se expandia para formar um pequeno tablet, enquanto a Motorola relançou o icônico Razr no final de 2019 com um design tipo concha que dobrava um celular de tamanho normal ao meio.
O Mate X da Huawei, também lançado em 2019, dobrava para fora e envolvia a parte externa do aparelho com uma única tela, enquanto a Microsoft,, em 2020, dispensou a tela flexível e uniu duas telas separadas por meio de uma dobradiça em seu Surface Duo. A companhia descontinuou os aparelhos desde então.
RUMO À POPULARIZAÇÃO (2022-2026)
O Google entrou no mercado em 2023 com o Pixel Fold, de US$1.799, um dispositivo em formato de passaporte cuja tela mais larga e mais curta se abria de forma semelhante a um minitablet. Enquanto isso, a Samsung e rivais chineses apresentaram melhorias constantes nos dispositivos dobráveis até que o próximo grande salto aconteceu em 2024 com os modelos com duas dobras.
A Huawei lançou o primeiro aparelho desse tipo em setembro daquele ano por US$2.800, que podia ser dobrado em duas partes formando um Z e o aparelho se tornou um sucesso de vendas instantâneo. A Samsung lançou seu próprio smartphone com múltiplas dobras em dezembro do ano passado.
