Quase todos os principais produtos brasileiros sobretaxados registraram perdas importantes em 2026. Das dez principais mercadorias com tarifas elevadas, nove caíram, com destaque para a madeira de coníferas (-55,3%), fumo não manufaturado (-39,9%), sebo bovino (-39,4%) e granito trabalhado (-37,4%).
Retração das exportações para os Estados Unidos atingiu os três grandes setores da economia brasileira. Enquanto as vendas para o resto do mundo cresceram, as exportações para o mercado norte-americano caíram 4,9% na indústria de transformação, 28,9% na indústria extrativa e 26,7% na agropecuária.
Esta é a primeira vez desde 2020 que a indústria de transformação registra queda nas vendas para os Estados Unidos. Mesmo com o recuo, o país norte-americano continua sendo o principal comprador dos produtos manufaturados do Brasil, concentrando 15,5% do total vendido.
O comércio bilateral permanece em trajetória de retração em 2026, com queda tanto das exportações quanto das importações. Brasil e Estados Unidos comercializaram cerca de US$ 5,2 bilhões a menos no ano. Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil
Apesar da queda no acumulado, o mês de agosto de 2026 registrou alta de 12,1% no valor exportado. No entanto, esse avanço financeiro ocorreu mesmo com uma queda de 17,3% no volume físico de mercadorias enviadas, o menor patamar para agosto desde 2021.
Aumento dos preços internacionais sustentou o crescimento em valor registrado em agosto. Alguns itens como carne bovina, aviões, café e produtos semimanufaturados de ferro e aço também conseguiram registrar alta na quantidade embarcada.
