Investidores testam fôlego da atual sequência positiva. Ontem, o Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa do Brasil B3, teve alta firme e se aproximou de 190 mil pontos. Desde o dia 17 de agosto, o Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa do Brasil B3 subiu 12,6%, superando os 187 mil pontos pela primeira vez desde 6 de maio.
Embora o aumento das tensões geopolíticas costume pressionar moedas emergentes, o Brasil pode se beneficiar parcialmente desse movimento por ser exportador líquido de petróleo. Preços mais elevados da commodity tendem a ampliar as receitas com exportações e podem contribuir para uma pressão baixista sobre a taxa de câmbio. Leonel Oliveira Mattos, economista na StoneX
Corporativo
Petrobras segue favorecida pela alta do petróleo. As ações PN (preferenciais a dividendos) e ON (ordinárias com direito a voto) da petroleira, que respondem por 12% do Ibovespa, subiam perto de 1,5% às 11h, entre os destaques de valorização hoje na B3. Os papéis estão ao redor das máximas cotações em quatro meses, apurando ganhos da ordem de 27% desde 7 de julho, quando engrenaram o atual ciclo de ganhos.
A Petrobras, uma das principais ações do Ibovespa, vem ajudando o índice, puxada pela alta do preço do petróleo. Outro destaque na nossa Bolsa são os bancos, que têm um peso também relevante no Ibovespa e estão subindo, com destaques para Itaú Unibanco, Banco do Brasil e Bradesco. Além deles, entre os pesos pesados do Ibovespa, tem ainda Vale. Gabriel Mota, analista de renda variável da Manchester Investimentos
Alta do petróleo coloca no radar pressão das defasagens de preços para Petrobras, diz Itaú BBA. A analista Monique Natal diz em relatório que os preços de diesel e gasolina ficaram defasados em relação ao mercado internacional. Ela calcula em 28% a defasagem do diesel e em 21% o da gasolina 21%, ambos abaixo da referência externa, após alta do petróleo Brent na semana. A analista ressalta que a estatal pode adotar critérios próprios para sua política comercial.
