
Ler Resumo
Em meio à volta de circulação do sarampo em São Paulo, novos casos foram confirmados na capital paulista e outras três infecções detectadas também no Amazonas.
O estado do Norte registrou os casos em Tabatinga, cidado da região do Alto Solimões, próxima à tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru. Os acometidos são uma criança de 8 anos, uma mulher de 24 anos e seu filho, de 1 ano idade. Todos não são vacinados e tiveram seu atendimento iniciado no Peru, onde residiam.
Os casos foram confirmados na última quinta, 10, e os três encontram-se em isolamento domiciliar. O governo estadual emitiu um alerta epidemiológico aos municípios amazonenses para que reforcem ações de vigilância e vacinação. Ainda há mais dois casos em investigação, um também em Tabatinga, outro em Carauari.
“Casos importados como esses do Amazonas podem desencadear cadeias de transmissão, por isso é fundamental o bloqueio destes casos”, comenta o infectologista Renato Kfouri, da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).
O médico reforça a importância de manter as medidas que já estão sendo tomadas. “Precisamos reforçar também a cobertura vacinal, a dose zero para crianças pequenas em locais de circulação e, obviamente, vigilância atenta para detecção precoce e isolamento de casos, para não permitir que infecções importadas se traduzam em cadeias sustentadas de transmissão”.
+Leia também: Mais sete casos de sarampo confirmados em SP: “Risco é alto”, avalia médico
Os novos casos de São Paulo
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou, nesta semana, mais quatro registros da doença, todos notificados em agosto na capital paulista. Destes, três aconteceram em menores de dois anos e um em um homem de 28 anos.
Assim, o estado chega a 32 casos de sarampo em 2026. Vale reforçar que, em 23 dessas ocorrências, os infectados não possuiam histórico de vacinação ou tinham esquema vacinal incompleto.
A campanha de reforço da vacinação irrestrita (para todas as pessoas) já foi encerrada, mas o governo segue reforçando a necessidade da imunização. Também segue vigente a dose zero para bebês. Confira mais detalhes abaixo:
Quem deve se vacinar contra o sarampo
Crianças
Recebem a tríplice ou a tetraviral aos 12 e aos 15 meses.
Pessoas de 15 meses a 29 anos
Devem ter duas doses da vacina contra o sarampo registradas, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas.
Pessoas de 30 a 59 anos
Devem ter pelo menos uma dose da vacina contra o sarampo registrada na caderneta.
Trabalhadores da saúde
Devem ter duas doses da vacina, independentemente da idade.
Dose zero para bebês
A dose zero da vacina tríplice viral continua sendo aplicada em crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias que moram nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo.
