Um dos principais pontos de impasse nas negociações é o plano de saúde dos empregados. A entidade sustenta que a direção dos Correios pretende alterar sua condição de mantenedora do benefício, medida que, na avaliação dos trabalhadores, pode comprometer o custeio e a garantia da assistência médica a empregados, aposentados e seus dependentes.
Federação afirma ainda que a decisão foi tomada após sucessivas rodadas de negociações e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Conforme a entidade, a categoria buscou uma solução negociada, mas a empresa manteve sua posição sobre temas considerados centrais pelos trabalhadores.
Até o fechamento do balanço divulgado pela federação, 35 assembleias haviam aprovado a paralisação, enquanto a deliberação no Acre estava prevista para esta sexta-feira. Com a greve em curso, entidades de trabalhadores continuará acompanhando a mobilização ao lado dos sindicatos filiados e defenderá a retomada das negociações em busca de uma proposta que preserve direitos trabalhistas e mantenha o atual modelo do plano de saúde.
Crise
Greve ocorre em meio à crise financeira da empresa. Os Correios registram prejuízo de R$ 5,6 bilhões no primeiro semestre de 2026. No segundo trimestre, o prejuízo acumulado foi de cerca de R$ 2,2 bilhões.
PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) apresentado pela equipe econômica ao Congresso prevê como serão liberadas as verbas públicas em 2027. Na comparação com a peça deste ano, o maior aumento, de 223%, vai beneficiar o Ministério das Comunicações com as verbas para ajudar os Correios. Por outro lado, as principais perdas serão absorvidas por Portos e Aeroportos, Fazenda e Igualdade Racial.
