Contrato municipal
Nunes disse não entender por que Dino determinou o envio à PF do material da investigação paulista sobre o contrato de Wi-Fi para dentro da investigação em curso no STF, já que, segundo ele, essa apuração trata de emendas parlamentares federais e o contrato com o Instituto Conhecer Brasil “não tem nenhum centavo de emenda”.
O prefeito voltou a criticar que a investigação sobre o contrato do município de São Paulo com o Instituto Conhecer Brasil (ICB) sobre os pontos de Wi-Fi tenha sido originada por uma denúncia feita por um filiado do PT do Rio Grande do Sul à Procuradoria-Geral da República. Tanto a PGR quanto o Ministério Público Federal disseram que não havia competência federal sobre o caso, e foi encaminhado para o MP e para a Polícia Civil de São Paulo.
Agora, o caso deve ser investigado pela PF no âmbito da apuração sobre a suspeita do uso de emendas parlamentares para bancar o filme sobre Jair Bolsonaro, após a decisão de Dino. O ICB, que tem contrato com a prefeitura, e a produtora Go Up Entertainment, do filme “Dark Horse”, alvo central de uma operação da Polícia Federal e da Polícia Civil de São Paulo, são controlados pela empresária Karina Ferreira da Gama.
“No nosso contrato de Wi-Fi não tem nenhuma emenda de parlamentar. Não tem emenda. Um chamamento, um contrato que a Prefeitura paga. O inquérito é sobre emenda. Eu não entendi, porque aqui não tem emenda nenhuma, não tem um centavo de emenda de deputado federal. Mas da nossa parte não tem problema nenhum investigar”, afirmou o prefeito.
E completou: “O que está acontecendo, está todo mundo vendo. Mas para nós não tem problema. Vinte dias antes da eleição, não tem problema nenhum. Pode investigar o que for”.
