A reforma tributária tem que ser valorizada, porque traz um grande ganho de produtividade do país. A partir do ano que vem, portanto, os efeitos positivos para a indústria passam a ser gerados. Além disso, o que nós estamos fazendo é abrir mercado para o Brasil, em especial para a indústria. O acordo com a União Europeia permite ao Brasil ter muito mais espaço para a indústria brasileira ganhar corpo no mundo. Veja, nós estamos entregando mais liberalismo e mais mercados para a indústria brasileira. Estamos também discutindo outros instrumentos, como o Fundo Clima, a Letra de Câmbio de Desenvolvimento, que é um instrumento do BNDES. Tem uma série de coisas que têm que passar para uma melhor governança no próximo mandato do presidente Lula, para que a gente passe a ter um Plano Safra da indústria. A indústria merece também que a gente organize as várias frentes, comunique melhor e ofereça melhores oportunidades de custeio e investimento no país.
O governo vai continuar colocando dinheiro nos Correios?
Os Correios vinham com uma série de deficiências em custo de pessoal, em investimento em tecnologia e em novas fronteiras de mercados. Nós identificamos esse problema e trocamos a direção. Estamos exigindo que se melhore os Correios. Se é investimento [que precisa ser feito], seja público, seja com os bancos, que se faça. Mas isso vai ser uma vez, para que os Correios virem a página. O nosso compromisso é não colocar dinheiro nos Correios depois desse aporte que está sendo previsto para o ano que vem. É um aporte que viabiliza a retomada dos Correios. Os Correios vão fazer parceria com a iniciativa privada, olhar as diferentes oportunidades no mercado, inovar, diversificar o mapa de serviços e parar de precisar de investimento público.
Onde o senhor estará caso o atual governo seja reeleito?
A minha obsessão é fechar este ano de 2026 com o país crescendo, com o menor déficit fiscal possível, protegendo a população da guerra no que tange a preço de combustível. Sempre vou estar do lado do compromisso democrático e de um projeto de nação que traga esse equilíbrio fiscal, ambiental e social. Se esse for o projeto que ganhar as eleições do país, sem retrocesso para as mulheres, sem retrocesso para as minorias, olhando a diversidade regional do Brasil como um ativo que tem que ser tratado de maneira construtiva, sem ódio, para o futuro, eu vou estar à disposição. Mas não estou preocupado em seguir ministro de qualquer pasta ou em estar em cargo público. O ministro da Fazenda, qualquer que seja ele, tem que melhorar o fiscal, dando condições para os demais ministérios avançarem nas suas políticas setoriais. Esse é o papel do ministro da Fazenda, seja eu, seja quem quer que esteja no meu lugar.
