“As montadoras chinesas não têm participação de mercado nos EUA. Permitir que elas abram uma fábrica no país lhes daria uma posição no mercado norte-americano às custas das montadoras que operam aqui”, dizia a carta assinada pela Alliance for Automotive Innovation, American Automotive Policy Council, Autos Drive America, MEMA – The Vehicle Suppliers Association, National Automobile Dealers Association e Zero Emission Transportation Association.
Os grupos argumentam que o investimento chinês nos EUA não criaria empregos norte-americanos, mas “desviaria empregos de fabricantes que fizeram investimentos de longa data nos EUA para empresas pertencentes e operadas pelo governo chinês”.
A senadora democrata de Michigan Elissa Slotkin citou uma reportagem segundo a qual Xi Jinping pode levar a montadora chinesa BYD a Washington para as reuniões, dizendo que, se isso acontecer, “só podemos presumir que existem acordos em andamento para permitir a importação de carros chineses, ou que empresas chinesas estão sendo convidadas a se instalarem nos EUA”.
Uma regulamentação imposta pelo governo do ex-presidente Joe Biden no início de 2025 proibiu efetivamente todas as montadoras chinesas de vender ou fabricar veículos de passageiros nos EUA, sob a alegação de que poderiam enviar dados sensíveis dos motoristas para a China. Washington também mantém tarifas superiores a 100% sobre veículos elétricos chineses.
O Congresso está atualmente analisando uma legislação que endureceria a proibição de veículos chineses. Bluetooth, Wi-Fi, conectividade celular e algumas tecnologias de comunicação via satélite estão abrangida pelas regras com base em preocupações de segurança nacional relacionadas à capacidade dos veículos de coletar dados sensíveis sobre proprietários norte-americanos.
