No planejamento de expansão, a empresa está olhando para as empresas de menor porte. “São centenas de milhares espalhadas pelo Brasil que precisam saber das mudanças no novo PAT”, diz Coccoli. E para vencer o desafio de alcançar geograficamente essas companhias, o executivo diz estar em conversas com o governo para promover mais informação sobre o novo PAT. “Se você for conversar com uma empresa menor, elas simplesmente não sabem, tem muito da promoção do benefício para que as empresas saibam das vantagens que podem ter e como adquirir esse benefício. São centenas de milhares de pequenas empresas”, afirma.
Segundo Gilles Coccoli, essa demanda promocional está em discussão com o governo. “Tem uma questão que a gente discute com o governo que é a promoção, tem que ser promovido”, diz o executivo. “A gente acha que tem mais 22 milhões (trabalhadores) a buscar, então, a gente precisa se organizar para isso. Essas (empresas) estão em áreas geográficas mais distantes, mas especialmente as empresas de menor porte, que não têm o reflexo das grandes empresas de prover esse benefício”, afirma o presidente da Edenred Brasil.
No planejamento estratégico, a Edenred Brasil aposta em inteligência artificial para redesenhar a primeira fase de engajamento do cliente até o momento do pedido. A tecnologia está sendo utilizada no desenvolvimento de um projeto global no qual o Brasil é o piloto e servirá de plataforma de lançamento.
Tem um projeto global que vai servir o mundo inteiro, nasceu assim e o piloto é no Brasil. Estamos vendo como a inteligência artificial pode mudar a forma como a gente vem trabalhando há muito tempo – Gilles Coccoli, presidente da Edenred Brasil
O foco está na construção de um ecossistema que beneficie todos os participantes, ou seja, empresas, usuários e parceiros em uma mesma infraestrutura digital. Atualmente, dos 12 mil colaboradores da Edenred em 44 países, 3.500 atuam diretamente na área de tecnologia.
Para Gilles Coccoli, o desafio da IA está em pensar no papel no papel do trabalho amanhã. “O nosso desafio vai ser olhar para essas tendências e ver como a gente pode ajudar as empresas a se desenvolverem nesse mundo. Um exemplo é ter a possibilidade de treinar seres humanos a gerenciarem gente e agentes (de IA). Vai ser uma necessidade. Como que uma população de seres humanos e agentes digitais continua tendo uma cultura e um processo de avanço”, afirma.
