O empresário afirma que se surpreendeu porque tinha os Estados Unidos como principal referência de experiências. Na conversa, Hollywood e Disney aparecem como exemplos desse modelo. “Depois que eu vi aquilo, eu falei, cara… acabou, assim”, diz Martins sobre o impacto do que encontrou na China.
Martins descreve espetáculos noturnos em diferentes cidades, com cenários naturais iluminados e produções de grande escala. Em um deles, segundo ele, um lago vira palco para cerca de 300 atores, com estruturas que surgem na água durante a apresentação.
Os caras te dão um negócio no teu pescoço, que eu nunca tinha visto. São alguns cheiros que, conforme a cena rola, solta um cheirinho pra você acompanhar a cena sensorialmente. Eu nunca imaginei, sinceramente, que ia ver isso na China, porque a nossa referência de experiência é Estados Unidos.
Rodrigo Martins
Ele também relata um “teatro rotatório” criado para contar a revolução chinesa, com cerca de 200 atores. Nesse caso, não apenas o palco se movimenta: a própria plateia gira para acompanhar diferentes ângulos da apresentação. “Tem hora que o palco gira e tem hora que você gira”, afirma.
Para Martins, esse olhar para a experiência também aparece no varejo. Ele cita o fenômeno Labubu e afirma que lojas se transformaram em “um espaço de entretenimento puro”. O empresário também destaca a combinação entre a estrutura de poder centralizada do país e uma forte lógica de consumo.
A China tem uma lógica muito louca, que é a lógica do poder centralizado, que tomou algumas boas decisões nos últimos anos, com uma lógica de consumo e capitalista maluca. Então, se junta as duas coisas, você tem agilidade pra fazer coisas acontecerem muito rapidamente.
Rodrigo Martins
