Peter Thiel, o bilionário que conecta Trump, anticristo e IA

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Peter Thiel, o bilionário que conecta Trump, anticristo e IA

Apoio inicial a Trump rendeu frutos

Thiel foi um dos primeiros apoiadores – e, mais tarde, conselheiro – de Donald Trump; ele doou 1,25 milhão de dólares para a campanha eleitoral do republicano em 2016 e discursou na Convenção Nacional Republicana naquele mesmo ano, numa época em que o Vale do Silício era amplamente visto como alinhado ao Partido Democrata. Com exceção de um hiato entre 2023 e 2025, ele tem sido um doador generoso para campanhas e figuras republicanas, incluindo o vice-presidente J.D. Vance.

As convicções políticas de Thiel não são fáceis de definir. Ele já foi descrito como um nacionalista libertário e sempre defendeu a ideia de que “a tecnologia é a alternativa à política”.

Ele também demonstra desconfiança em relação a autoridades, regulamentações e elites liberais. Isso decorre, em parte, da frustração com o que Thiel considera ser uma tomada de decisão ineficiente por parte de autoridades eleitas e dos próprios eleitores.

“Isso beira o fascismo”, disse à revista Time Max Chafkin, autor de uma biografia de Thiel publicada em 2021. “Ele fala sobre como as empresas são mais bem administradas do que os governos porque têm um único tomador de decisões – basicamente, um ditador. Ele é hostil à ideia de democracia, o que é bastante assustador quando se considera o papel desempenhado pelas empresas com as quais ele esteve envolvido.”

Essas convicções parecem ter começado a emergir durante o período em que ele estudou na Universidade de Stanford, na Califórnia. Thiel criticava duramente a ideologia liberal predominante no campus e fundou a Stanford Review, uma publicação destinada a expressar pontos de vista contrários – algo que ecoa seu atual desprezo pelas crenças rotuladas como “woke”, ou “politicamente correto”.