Ata do Copom sinaliza ou não mais um corte de juros? O que diz o mercado?

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Ata do Copom sinaliza ou não mais um corte de juros? O que diz o mercado?

Mercado repercute a ata

Parte dos analistas vê postura favorável a novos cortes da Selic. A avaliação considera que as sinalizações do BC são favoráveis ao afrouxamento dos juros. “É razoável projetar um corte de igual magnitude na próxima reunião e outro em dezembro”, avalia Roberto Luis Troster, coordenador do Cefeb/Fipe ( Centro de Estudos Fipe do Endividamento das Empresas Brasileiras). Se confirmada, a previsão levaria a taxa Selic a 13,25% ao ano ao fim deste ano.

Desaceleração da inflação e da atividade favorece visão de corte. As menções na ata de que a variação dos preços e da atividade perdeu força sustentam o caminho aberto para as novas reduções dos juros. “Apesar do nosso cenário base ser de manutenção da taxa de juros no patamar atual de 13,75% até o final do ano, entendemos que a ata de hoje aponta para uma maior inclinação do Copom seguir afrouxando a Selic nas próximas reuniões”, diz Yihao Lin, economista da Genial Investimentos.

Dada a desaceleração da atividade e a projeção de inflação caminhando para a meta, ainda que lentamente, em conjunto com o nível elevado dos juros, o cenário alternativo de corte de 0,25 ponto percentual, para 13,5% ao ano, tem ganhado força.
Felipe Rodrigo de Oliveira, economista-chefe da MAG Investimentos

Formulação da ata também é vista como sinal de indefinição. Ainda que os indícios apontem para a persistência dos cortes graduais da taxa básica de juros, eles não são considerados suficientes por todos para garantir a manutenção do ciclo. “A ata não fecha a porta para um novo corte da Selic ainda em 2026, mas também não entrega uma sinalização suficientemente ‘dovish’ para tratar essa continuidade como automática”, diz Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos.

O documento mantém em aberto a discussão sobre os próximos passos da política monetária e não oferece sinais mais claros sobre a trajetória futura da taxa de juros.
Diogo Guillen, economista-chefe do Itaú Unibanco