Instinct: o que é a IA de 23 anos que já vale bilhões

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Instinct: o que é a IA de 23 anos que já vale bilhões

*Ele consegue encarar atendimento humano: há relatos de o Instinct falar com representante de seguradora e até cancelar assinaturas recorrentes esquecidas.

*Com o recurso de ligações, a promessa é destravar tarefas que “morrem no telefone”, como reservar restaurante que não aceita online, entrar em lista de encaixe do dentista ou tentar resolver pepinos com operadora de TV a cabo.

IAgora?

O Instinct é o retrato mais claro, até aqui, da virada que o Vale do Silício quer vender: sair da IA “que te dá instruções” para a IA “que pega e faz”. É como trocar um GPS que só fala o caminho por um motorista particular – só que, para dirigir por você, esse motorista precisa da chave da casa, do cartão e de acesso ao seu celular.

É aí que a discussão de segurança deixa de ser detalhe técnico e vira o centro do produto. Os relatos de testes apontam situações que, no mundo real, são o tipo de coisa que derruba confiança rápido: gente dizendo que o Instinct continuou resumindo emails mesmo depois de desconectar a conta; dificuldade para apagar registros; e o risco de a IA ser enganada (phishing) e abrir a porta para golpes.

Ao mesmo tempo, a chegada de rivais como o Muse, da Meta, mostra que isso não deve ficar restrito a uma startup. Os dois já correm para oferecer o mesmo tipo de poder (inclusive fazer ligações), o que tende a acelerar a popularização – e também a pressão para “lançar logo” antes de resolver todas as arestas.