IBGE prepara inclusão de drogas ilícitas no cálculo do PIB a partir de 2028

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IBGE prepara inclusão de drogas ilícitas no cálculo do PIB a partir de 2028

Inclusão das drogas ilícitas no PIB segue recomendações internacionais. A nova metodologia envolve orientação do manual SNA (System of National Accounts) publicado pela ONU (Organização das Nações Unidas) e do relatório sobre atividades econômicas ilegais publicado pelo Eurostat. Com base nas análises, o IBGE diz que as discussões internas começaram em 2019 e tiveram uma primeira estimativa em 2021. A medida integra os testes para outros itens que são considerados na revisão a ser estabelecida em 2028.

Países desenvolvidos já adotam a metodologia em estudo pelo IBGE. A avaliação da chamada economia não observada, que inclui atividades informais, subterrâneas e ilegais, é uma realidade internacional e passou a ser obrigatória entre os países da União Europeia na década passada. Na Inglaterra, que não integra o bloco desde 2020, os cálculos incluem drogas ilícitas desde 2014 e também consideram a prostituição.

Como análise é possível

Cálculo das drogas ilícitas e atividades ilegais depende de estimativas. A análise para a composição do PIB é realizada a partir de uma projeção de análises ampliadas. “Será necessário trabalhar com estimativas indiretas e combinar diferentes fontes de informação, como dados administrativos, apreensões, pesquisas de consumo, preços, fluxos de comércio e outras informações disponíveis”, explica Gonçalves.

Período de estudos para a nova metodologia é considerado suficiente. Com a análise iniciada em 2019, o IBGE terá realizado as análises por oito anos antes de iniciar as coletas oficiais a respeito das atividades ilícitas. “É um período compatível com a complexidade de uma mudança dessa dimensão”, avalia Reginaldo Nogueira, diretor-executivo do Ibmec (Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais).

A questão central é a transparência da metodologia: quais atividades serão incluídas, quais fontes serão utilizadas, qual será a margem de incerteza e quanto dessas atividades já estava, direta ou indiretamente, contabilizado na metodologia anterior.
Reginaldo Nogueira, diretor-executivo de Ibmec