Ministro disse esperar que a situação seja resolvida brevemente. Para Rosa, a lei da reciprocidade deve ser tomada para inibir os prejuízos, sem descumprir regras de comércio exterior ou gerar uma eventual retaliação dos Estados Unidos. “O que não pode ocorrer jamais é que a medida tomada ocasione uma resposta ainda mais agressiva”, avaliou.
Ele defendeu o diálogo com os EUA para a remoção das sobretaxas. Rosa destacou que o objetivo do governo é entender o caminho mais adequado para solucionar o problema a partir de negociações duradouras ou da adoção da reciprocidade. “Nossa expectativa otimista é de que os Estados Unidos retrocedam nas decisões que tomaram contra o Brasil”, afirmou.
Tudo o que o governo federal tenta desde o início é dialogar para um consenso.
Márcio Elias Rosa
Início da Lei da Reciprocidade surge após novas tarifas contra o Brasil. Em junho, a Casa Branca estabeleceu uma alíquota de 25% que passou a atingir cerca de 18% das exportações brasileiras para os EUA, o equivalente a aproximadamente US$ 7,4 bilhões em mercadorias, segundo estimativas do governo. A taxa será somada à cobrança de 12,5%, relacionada a alegações sobre trabalho forçado.
Reciprocidade
Lei permite que Brasil adote diferentes tipos de contramedidas comerciais. A norma estabelece critérios para respostas a ações, políticas ou práticas unilaterais de países ou blocos econômicos que afetem negativamente a competitividade internacional brasileira ou interfiram nas escolhas legítimas e soberanas do Brasil.
