A empresa gastou perto de 1 bilhão de euros em marketing no trimestre encerrado em junho, cerca de 30% a mais do que no mesmo período de 2025, ao intensificar ações de promoção em torno da Copa do Mundo da Fifa realizada na América do Norte. O torneio terminou de forma positiva para a Adidas, fornecedora de uniformes e patrocinadora de Espanha e Argentina, finalistas da competição.
Em teleconferência, o presidente-executivo da Adidas, Bjorn Gulden, disse ter se surpreendido com a queda das ações. A companhia reiterou a projeção de lucro operacional para 2026, em torno de 2,3 bilhões de euros, abaixo dos quase 2,5 bilhões de euros estimados por analistas.
Tanto o resultado quanto a ausência de um aumento na projeção de resultados devem decepcionar, escreveu o analista Piral Dadhania, do RBC Capital Markets, em nota.
A Adidas afirmou ainda que sua projeção não considera possíveis reembolsos de tarifas nos EUA entre US$ 250 milhões e US$ 300 milhões, valores que poderão ser recuperados no futuro.
Em termos absolutos, a Adidas teve um trimestre forte, disseram analistas do Deutsche Bank. Ainda assim, os números podem frustrar investidores diante do aumento das expectativas relacionadas à Copa do Mundo, acrescentaram.
