Como os mercados financeiros reagiram à ‘super terça política’

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Como os mercados financeiros reagiram à ‘super terça política’

No Brasil, aposta é de um mais um corte mínimo dos juros. É quase unânime a expectativa dos agentes financeiros de que o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central reduza a taxa Selic dos atuais de 14% ao ano para 13,75% ao ano. Se confirmada, será a quinta redução seguida.

Ainda assim, a taxa real de juros brasileira segue perto do maior patamar em duas décadas e entre as maiores do mundo. O Banco Central brasileiro foi o primeiro a elevar juros a partir de 2024, quando a inflação aqui já estava muito acima da meta, que é de 3% ao ano.

Nos Estados Unidos, aposta predominante é de aumento de juros. Para 92,5% dos analistas, o Federal Reserve, Banco Central dos EUA, vai elevar as taxas de referência em 0,25 ponto percentual, da atual faixa de 3,50% a 3,75% ao ano para o intervalo entre 3,75% e 4% ao ano, mostra a ferramenta de monitoramento do CME Group.

Se confirmada a expectativa, será o primeiro aumento de juros desde julho de 2023 e, agora, o primeiro do novo chairman. Kevin Warsh, indicado por Donald Trump, já vinha alertando que terá trabalho a fazer, caso as projeções de inflação não recuem.

A taxa vinha sendo mantida estável nos encontros anteriores, entre janeiro e junho, após três reduções consecutivas entre setembro e dezembro de 2025.

A expectativa de aumento dos juros americanos já influencia os rendimentos das aplicações. Os títulos dos Tesouro americano rondam a maior taxa desde 2007. Segundo analistas, as tensões no Oriente Médio ampliam as preocupações com preços de energia e inflação, em um cenário que torna mais provável a alta de 0,25 ponto percentual dos juros pelo Federal Reserve.