Mesmo que a tecnologia seja bem-sucedida e os lucros aumentem, as ações ainda podem cair, pois é difícil atender às expectativas excessivamente otimistas dos mercados em relação ao crescimento dos lucros, acrescentou a postagem.
Tendências psicológicas também apontam para uma correção, argumentou o blog. Investidores excessivamente otimistas tendem a elevar os preços além dos fundamentos. Então, quando o otimismo se esvai, os preços tendem a cair ainda mais acentuadamente do que em um cenário racional, afirmou a postagem.
Para a Europa, uma correção no mercado dos EUA seria uma questão de estabilidade financeira, já que as famílias têm uma exposição de 440 bilhões de euros às chamadas ações dos Sete Magníficos Alphabet, Amazon, Apple, Meta, Microsoft, Nvidia e Tesla, enquanto a exposição das empresas de previdência e seguros é praticamente a mesma.
O cenário mais grave não é a correção do mercado acionário por si só, mas uma correção que coincida com uma instabilidade mais ampla do mercado que as autoridades não consigam acalmar facilmente: ao contrário do que ocorreu no episódio das empresas ponto-com, o ponto de partida atual deixa um espaço significativamente menor para reduzir as taxas de juros ou usar a política fiscal para amortecer as consequências, afirmou o blog.
Embora as valorizações das ações europeias pareçam mais racionais, os movimentos do mercado estão intimamente correlacionados com os dos EUA, de modo que as ações locais também serão afetadas, afirmou o blog, acrescentando que o momento exato da correção é impossível de prever com antecedência.
Esses padrões de expansão e recessão só são identificáveis em retrospecto, afirmou.
