
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quarta-feira (2), a suspensão da fabricação de produtos de limpeza por uma das unidades da Unilever. Considerada “preventiva”, a decisão vale para a fábrica de Vinhedo, no estado de São Paulo.
De acordo com a Anvisa, inspeções realizadas no final de agosto apontaram inadequações nos sistemas de controle de qualidade, o que poderia expor a saúde pública a riscos por uma eventual contaminação dos produtos.
Apesar disso, testes feitos até aqui atestaram a segurança de lotes de itens produzidos em Vinhedo e já disponibilizados no mercado. Por isso, eles não passarão por recolhimento neste primeiro momento.
O que motivou a suspensão da produção
A Anvisa, em parceria com os órgãos locais da vigilância sanitária do estado de São Paulo e do município de Vinhedo, realizou inspeção na unidade da Unilever em Vinhedo entre os dias 24 e 28 de agosto. Durante a fiscalização, “foram identificadas falhas nas Boas Práticas de Fabricação (BPF)”, explicou a agência em nota.
Inconsistências encontradas durante a visita incluíram:
- Falhas nos controles realizados durante a fabricação e antes da liberação dos produtos;
- Deficiências no monitoramento da água utilizada no processo produtivo;
- Fragilidades na investigação e correção de problemas identificados pela própria empresa.
O objetivo da suspensão é garantir que a fábrica volte a se adequar às BPF e os futuros lotes de saneantes produzidos ali não venham a oferecer riscos à saúde dos consumidores.
Produtos já vendidos não devem ser recolhidos
A ação na fábrica da Unilever vem em meio a um endurecimento da fiscalização da vigilância sanitária sobre empresas que fabricam produtos de limpeza, um setor que está sob escrutínio das autoridades após os problemas constatados em saneantes da Ypê, que chegou a ter itens recolhidos do mercado.
Ao contrário do que aconteceu com a Ypê, porém, os produtos da Unilever por enquanto seguem à venda sem qualquer restrição, mesmo aqueles produzidos em Vinhedo. Segundo a Anvisa, isso se deve ao fato de que “a avaliação das evidências disponíveis até o momento não indicou contaminação microbiológica ou outros problemas sobre os lotes produzidos na fábrica”.
Em outras palavras: no momento, a interrupção da produção é considerada preventiva, devido aos riscos em potencial para novos produtos, mas não ocorre em resposta a algum problema identificado nos itens já encontrados no comércio.
Vale ter atenção a possíveis atualizações do caso nos próximos dias, pois a tendência é que novos testes sejam realizados para garantir que a fábrica se adequou às normas.
