As próteses são confeccionadas manualmente. Segundo Pimenta, a escolha torna o processo mais demorado e caro, mas permite maior personalização.
“Na Da Vinci, ainda usamos um sistema feito à mão. Demora mais e é mais custoso, mas os resultados são melhores. Seria similar, por exemplo, ao trabalho de um alfaiate que faz sob medida. Por mais que hoje tenhamos técnicas de pré-moldados, impressão 3D, robótica, etc., ainda é uma área em que nada substitui uma boa mão humana, com muitos anos de treinamento e experiência”, afirma.
A empresa também desenvolveu um método próprio de reabilitação. Pimenta trouxe dos Estados Unidos um modelo baseado no conceito de “peer support” (apoio mútuo), no qual amputados e familiares participam do processo de recuperação uns dos outros.
“O método de reabilitação foi trazido por mim de fora. É um método horizontal, no qual temos um conceito de ‘peer support’ [apoio mútuo] no centro da reabilitação. Isso significa que os próprios amputados e familiares ajudam na reabilitação uns dos outros, trazendo a ideia de que uma amputação não é uma enfermidade e que uma prótese é, portanto, uma ferramenta”, diz.
Um dos principais passos para uma reabilitação de sucesso é o da aceitação. Geralmente, isso acontece quando os amputados sentem pertencimento e conhecem outros amputados; o mesmo serve para os familiares.
Pedro Pimenta
Mais de 200 pacientes são atendidos por ano
As duas unidades atendem mais de 200 pacientes por ano. A empresa não divulga preços nem o ticket médio dos tratamentos.
