Em uma das sessões, a professora da Universidade de São Paulo e médica do setor de ortopedia e traumatologia do Hospital das Clínicas, Júlia Maria D’Andréa Greve, chamou a atenção para a escalada de casos. Segundo ela, a cada de dez internados em estado grave na unidade de saúde, “de 60% a 70%” seriam de entregadores.
Durante sua fala, a professora destacou ainda o impacto financeiro sobre o caixa do SUS. “Um indivíduo com fratura exposta, se ele fizer o tratamento durante seis meses, representa um gasto de R$ 300 mil em procedimentos, remédios, cirurgias, etc. Isso sai do bolso de todos nós”, afirmou.
Nos posicionamentos enviados à reportagem, os diferentes aplicativos apresentam argumentos semelhantes para refutar a potencial relação entre acidentes de trânsito e seus modelos de negócios.
Em geral, argumentam que os tempos anunciados de entrega servem apenas como referência — na prática, as corridas podem levar mais tempo em caso de chuva ou trânsito excessivo, por exemplo.
Além disso, as notas afirmam que os prazos enxutos são resultado do investimento em tecnologia e em novos centros de distribuição, otimizando o tempo de entrega.
Os aplicativos também dizem oferecer uma série de instrumentos para evitar acidentes e garantir segurança aos entregadores. Leia os posicionamentos ao longo desta matéria.
