Justiça condena fundador da Evergrande e ex-homem mais rico da Ásia à prisão perpétua

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Justiça condena fundador da Evergrande e ex-homem mais rico da Ásia à prisão perpétua

Fora da China continental, os liquidadores ainda lutam na Justiça para congelar os ativos offshore de Hui e sua ex-esposa, numa tentativa de recuperar US$ 6 bilhões em dividendos e remunerações pagas ao fundador e a outros ex-executivos.

Nesta quinta-feira, uma montagem fotográfica de antes e depois foi amplamente compartilhada nas redes sociais — a imagem mais antiga, de anos atrás, mostra Hui sorrindo enquanto era perseguido por repórteres, exibindo cabelos pretos e usando um cinto dourado da Hermès.

A imagem contrastava com uma foto divulgada pelo tribunal nesta quinta-feira, na qual Hui, abatido e de cabelos brancos, aparecia sem sorrir, ladeado por dois policiais enquanto encarava um painel de juízes.

Prejuízos econômicos e sociais

As ações de Hui e da Evergrande “perturbaram seriamente a ordem econômica de mercado socialista […] e minaram a integridade da conduta oficial de funcionários do Estado”, disse o tribunal. “As circunstâncias foram particularmente graves, causando perdas econômicas e danos sociais de grande magnitude”, acrescentou.

A sentença na cidade de Shenzhen, no sul da China, encerra sua trajetória de ascensão social e queda, mas dificilmente poderá servir de consolo aos credores nacionais e estrangeiros da Evergrande.