A Justiça autorizou prisão temporária contra os entregadores, mas eles ainda não foram encontrados. Ontem, o delegado Ângelo Lages relatou que faltava apenas a identificação e detenção dos dois para concluir a investigação.
Dois seguranças já foram presos. Jorge Luiz Ricardo Dias foi o primeiro a se entregar na 12ª DP ainda pela manhã da quinta-feira, já Davi se entregou na 53ª DP (Mesquita) no início da noite. Jorge teria abordado Cláudio na rua Barata Ribeiro, mas não há indícios de que tenha participado diretamente nas agressões. Davi, por sua vez, também realizou a abordagem e deu cerca de 30 pauladas na vítima.
Anteriormente, Davi havia assumido a abordagem, mas negava ter participado do linchamento —o que foi contrariado pelas provas. “Quando reparei a bicicleta, perguntei se era dele, e ele disse que não era. Falei que só ia entregar a bicicleta quando aparecesse o dono, ele foi teimando, querendo levar, eu fui e dei um soco no braço dele”, disse o homem ao site de notícias Zona Sul Urgente, depois de depor sobre o caso na segunda-feira.
Ele alegava também que os dois entregadores tinham levado Cláudio para longe. “E não sei mais o que aconteceu lá. Estou sendo acusado por uma coisa que não fiz. Peço muito perdão por tudo o que aconteceu”, declarou Davi na ocasião.
O UOL tenta localizar as defesas de Ailton, Felipe, Davi e Jorge. O espaço segue aberto para manifestação.

