Esse fenômeno é chamado de “shock breakout”. Acredita-se que ele ocorra em todas as supernovas, mas é notoriamente difícil de detectar devido à sua breve duração. Este foi o primeiro a ser observado desde 2008.
“É preciso um pouco de sorte para captá-lo em tempo real”, disse o astrônomo Brendan O’Connor, pós-doutorando na Universidade Carnegie Mellon, em Pittsburgh, e autor principal de um dos dois artigos científicos que descrevem a supernova, publicados na revista Astrophysical Journal Letters.
“Você pode pensar na onda de choque como um radar — à medida que ela atravessa as camadas externas da estrela e qualquer material nas proximidades, deixa uma marca no sinal que detectamos nos raios X. Podemos usar esses raios X para obter uma visão de perto sem precedentes da estrela à beira do colapso”, disse a astrônoma Jillian Rastinejad, bolsista do programa Einstein da Nasa na Universidade de Maryland e autora principal do outro estudo.
Os pesquisadores rapidamente mobilizaram um conjunto de telescópios, incluindo o Observatório de Raios X Chandra, em órbita, e uma série de instalações terrestres, para continuar as observações por quase três meses, até que a localização da supernova passasse por trás do nosso Sol, da perspectiva da Terra.
A estrela estava localizada a cerca de 500 milhões de anos-luz da Terra, em uma galáxia relativamente próxima. Um ano-luz é a distância que a luz percorre em um ano, ou seja, 9,5 trilhões de km.
Estima-se que a estrela tivesse cerca de 30 vezes mais massa que o Sol, antes de se tornar uma supernova.
