O Ebitda (indicador que mede a geração de caixa) ajustado somou R$ 6,31 bilhões, avanço de 22,4% em um ano. A companhia atribuiu o resultado ao aumento da geração, à melhora de R$ 500,0 milhões nas participações societárias e à redução de R$ 63,0 milhões nas provisões operacionais. Esses efeitos compensaram a queda de R$ 228,0 milhões no resultado das térmicas, o aumento de R$ 56,0 milhões no PMSO e a redução de R$ 13,0 milhões na receita de transmissão.
Os investimentos alcançaram R$ 3,12 bilhões, aumento de 52,6% em um ano. A empresa destinou R$ 636,0 milhões à ampliação da transmissão, R$ 1,07 bilhão a reforços e melhorias, R$ 733,0 milhões a SPEs e R$ 172,0 milhões à obrigação especial HVDC Itaipu.
A dívida líquida caiu 1,3% frente ao trimestre anterior, para R$ 45,46 bilhões em 30 de junho de 2026. A relação entre a dívida líquida e o Ebitda regulatório ajustado recuou de 1,8 vez para 1,7 vez.
Com a migração para o Novo Mercado, a Axia passou a ter ações ordinárias negociadas sob o código AXIA3 e ações preferenciais classe C sob AXIA7. As ações preferenciais podem ser convertidas ou resgatadas integralmente até 2031.
O que diz a Axia Energia
A companhia informou ter arrematado os lotes 08, 09 e 10 do Leilão de Transmissão 01/2026, com RAP estimada de R$ 50,8 milhões após a entrada em operação comercial. O investimento previsto no edital foi de R$ 668,0 milhões. Sobre a atualização da TUST da Rede Básica para o ciclo 2026/2027, os administradores da companhia afirmaram: “A atualização da TUST da Rede Básica para o ciclo 2026/2027 gerou um reposicionamento positivo do montante total de encargos a serem pagos pela amostra de 53 usinas da Axia Energia.”
