BC avalia interligar Pix a sistemas internacionais após queixas dos EUA

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BC avalia interligar Pix a sistemas internacionais após queixas dos EUA

A interligação de sistemas de pagamentos instantâneos tem o potencial de diminuir as tarifas, aumentar a velocidade, ampliar o acesso e melhorar a transparência de transações transfronteiriças.
Relatório de Gestão do Pix

Transações feitas com Pix fora do Brasil são acompanhadas por meio de parcerias privadas. O monitoramento do BC ocorre a partir de acordos entre instituições financeiras brasileiras e estrangeiras.

Relatório aponta que conectar sistemas de pagamento instantâneo pode reduzir tarifas e aumentar a velocidade das operações. O BC também cita o potencial de ampliar o acesso e melhorar a transparência das transações transfronteiriças.

O tema ganhou força após o Pix entrar no discurso do governo dos EUA sobre comércio com o Brasil. Os Estados Unidos implementaram uma tarifa de 25% sobre a importação de uma série de produtos brasileiros para combater o que chamaram de “práticas comerciais desleais”, citando entre elas o Pix. Para o presidente dos EUA, Donald Trump, o sistema do BC prejudica as empresas de pagamento norte-americanas.

Pix terminou 2025 com 926 instituições participantes, alta de 5,6% em um ano. No período, o número de transações via Pix cresceu 25,7% em 2025 e chegou a quase 80 bilhões. No mesmo intervalo, o volume financeiro movimentado subiu 33,8% e passou de R$ 35 trilhões, segundo o BC.

Em 2020, os bancos múltiplos representavam 55,8% da quantidade de transações e as instituições de pagamento, 25,5%. Essa desconcentração ao longo do tempo demonstra claramente os efeitos benéficos do aumento da competição no setor financeiro proporcionada pelo Pix.
Relatório de Gestão do Pix