Decretação da liquidação extrajudicial foi motivada pela existência de graves violações às normas legais que disciplinam as atividades das instituições. Nos termos da lei, ficam indisponíveis, a partir de hoje, os bens dos controladores e dos ex-administradores das instituições objeto da liquidação extrajudicial.
Banco Central diz que continuará tomando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades, nos termos de suas competências legais. O resultado das apurações poderá levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes, observadas as disposições legais aplicáveis.
Posições das empresas
Banvox informou que apenas dois fundos de investimento foram alvo de diligências relacionadas à operação deflagrada por autoridades competentes. Segundo comunida da instituição, os fundos passaram para sua administração em outubro de 2024 e não realizaram novas operações desde então. A empresa afirmou ainda que renunciou à administração desses veículos, que os cotistas estão bloqueados por determinação da área de compliance e que não possui qualquer relação societária ou comercial com as pessoas físicas investigadas, atuando apenas como prestadora de serviços fiduciários.
No comunicado, a Banvox disse que está colaborando com as autoridades, revisando procedimentos internos e acompanhando o caso por meio de um comitê executivo multidisciplinar. A instituição afirmou que ainda não teve acesso integral aos autos da investigação, mas ressaltou que mantém a continuidade operacional de suas atividades, sem impacto para os demais fundos e clientes, e reiterou seu compromisso com governança, compliance, gestão de riscos e transparência.
Procurada, a Trustee não respondeu até a publicação desta nota. Texto será atualizado com posição da empresa.
