Durante um ato de campanha em Minas Gerais, Lula disse que Trump pediu hoje ao seu representante comercial que telefonasse para o ministro brasileiro do Comércio Exterior, e que eles marcaram uma reunião. O presidente acrescentou que Trump “reconheceu” durante o telefonema seus argumentos segundo os quais as tarifas contra o Brasil foram baseadas “na mentira”.
Lula acusou recentemente os Estados Unidos de tentar interferir nas eleições de outubro, nas quais o presidente enfrentará seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, um aliado de Trump.
Uma fonte do governo brasileiro informou que a questão eleitoral não foi mencionada na conversa, embora Lula tenha afirmado a Trump que o sistema eleitoral brasileiro é confiável, diante de uma pergunta genérica do presidente americano sobre a disputa.
Lula defendeu nas últimas semanas sua determinação em dialogar com Trump, particularmente para tratar da questão das tarifas, que prejudicam a economia brasileira e enfurecem os líderes empresariais.
Em um eventual segundo turno, Lula teria 47% das intenções de voto, contra 43% de Flávio Bolsonaro, segundo uma pesquisa do instituto Datafolha divulgada nesta sexta-feira.
– Sem interferência –
Durante o telefonema, o presidente brasileiro reiterou sua recusa em designar as duas principais facções criminosas do país – Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) – como organizações terroristas. Washington atribuiu essa designação a ambos os grupos em maio.
