A exploração comercial da tecnologia prevê o pagamento de royalties à instituição, que terá direito a parte dos resultados gerados pelo produto.
“A UFC vai usar esse dinheiro para fortalecer a sua pesquisa e a formação de alunos. Vamos continuar as pesquisas, inclusive com a própria pele da tilápia, desenvolvendo produtos novos, fazendo descobertas científicas novas e quem sabe resolvendo novos problemas na saúde. É um ciclo virtuoso, é maravilhoso isso”, enfatiza.

Como funciona o tratamento de queimaduras
O professor Paier explica que o tratamento com pele de tilápia é atualmente indicado para queimaduras de segundo grau, que atingem as camadas mais profundas da pele e exigem atendimento hospitalar. Antes da aplicação do curativo, a ferida é limpa e os tecidos necrosados são retirados.
A descoberta da tecnologia pelos pesquisadores passou por uma série de estudos clínicos antes de chegar à produção. Os primeiros testes em humanos começaram em 2015 com a avaliação da segurança da pele de tilápia.
Para ser transformada em um curativo biológico, a pele passa por um processo de liofilização, que é a retirada da água para reidratação em soro fisiológico. “Depois, o material é colocado sobre a queimadura, ultrapassando os limites da ferida para compensar a contração que ocorre durante o tratamento”, conta.
