Brasiliano afirma que resultado evidencia o foco da atuação. Ainda que a carteira do agronegócio some 20,74% de inadimplência, o executivo diz que a Caixa trata a evolução do índice como uma instabilidade. “Agora, olhamos para essa carteira como uma oportunidade diante da possibilidade de renegociar esses créditos e atender os clientes com dificuldade na safra.”
Carteiras de crédito
Total de ativos da Caixa alcançou R$ 1,45 trilhão no trimestre. O volume é 11,9% superior ao registrado há um ano. Houve ainda o crescimento do nível de cobertura da proteção das carteiras de 4,7% para 4,8%. Entre os ativos, 7,26% (R$ 105 bilhões) são classificados como “problemáticos”.
Carteira imobiliária aparece com nível menor de devedores. O total dos financiamentos do segmento atrasados por mais de 90 dias recuou de 1,69% para 1,45% no segundo trimestre. No entanto, o percentual segue acima do registrado há um ano (1,26%). “[A redução] reflete um esforço da nossa renegociação, cobrança e a própria relação com nossos clientes”, disse Brasiliano.
Qualidade da carteira é defendida pelos executivos da Caixa. Brasiliano ressaltou que 79,1% da carteira do banco estatal está associada aos níveis C1 (73,3%) e C2 (5,8%), que oferecem operações de menor risco. Ele explica que 70% da carteira C5 (10,7%), créditos de menor garantia, são relacionados ao consignado.
Estamos perto de uma carteira de 90% considerada de menor risco. A carteira C3 [10,1%] concentra as concessões para o agro, ainda com hipoteca. A partir de agora, as contratações serão todas feitas com alienação fiduciária e passam a ser classificadas como C1. Marcos Brasiliano Rosa, vice-presidente de finanças e controladoria da Caixa
