Entre as quatro grandes frentes de atuação para as quais o governo pretende olhar, ainda há apenas ideias sobre possíveis ajustes pós-campanha na fórmula que atualmente atualiza o salário mínimo. Visto como um ponto sensível pelo governo e praticamente uma bandeira de toda a vida política de Lula, o assunto também é um dos mais questionados pelas demais campanhas.
Fontes admitem que mudanças podem ocorrer, mas que ficariam no meio do caminho entre o que existe hoje e o que deseja a oposição. A preocupação agora é com o não-comprometimento de promessas para nenhum lado.
Dentro da equipe econômica, há quem defenda, nos bastidores, o fim do reajuste engatilhado também para aposentados e pensionistas, com o objetivo de diminuir a indexação da economia doméstica, mas ainda não está claro se esta seria uma possibilidade a ser aventada pelo governo em um próximo mandato.
Publicamente, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirma que não há discussão de desvinculação de benefícios tributários do salário mínimo e muito menos estudos para acabar com a valorização real do pagamento.
“Tem que, eventualmente, fazer um debate sobre contribuição previdenciária: sair da folha e ir para o faturamento”, indicou um membro da campanha, salientando, porém, que o tema será debatido e os números apresentados antes de uma mudança efetiva, “assim como foi feito com a reforma tributária”, com o compromisso de manter a neutralidade e de não “quebrar” a Previdência.
Há a avaliação também de que os programas sociais precisam passar por uma revisão. Lula já disse que não quer ser lembrado “apenas” como o pai do Bolsa Família, mas a análise inicial é a de que esse programa já vem surtindo efeito e naturalmente diminuindo de tamanho.
