Casa Branca usou jornalistas e funcionários como isca em manobra de segurança não revelada
Documentos e relatos reunidos por Washington Post e New York Times mostram que, em julho, Donald Trump deixou o Air Force One escondido em um carrinho de serviço de bordo (catering) durante escala na Turquia, após uma suposta ameaça de assassinato ligada ao Irã. Trump foi levado a um terceiro avião, enquanto mais de cem repórteres e assessores continuaram no avião presidencial original — sem saber que o presidente não estava mais a bordo — rumo ao Reino Unido. A Casa Branca não confirmou nem negou o episódio publicamente. Parlamentares democratas, incluindo o líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, cobram explicações por não terem sido informados previamente, já que integram o grupo que tradicionalmente recebe informes de segurança sensíveis. A polêmica reacende debate sobre uma diretriz de inteligência dos EUA que obriga agências a alertar civis e jornalistas quando são alvo específico de ameaça — não está claro se essa obrigação foi cumprida.
Guerra do Irã: ataques a navios se multiplicam enquanto Teerã mantém Estreito de Ormuz fechado
Forças dos EUA atacaram um navio cargueiro de bandeira do Panamá que ignorava o bloqueio naval imposto a portos iranianos, danificando seu sistema de direção. No mesmo dia, um ataque atribuído aos rebeldes houthis, aliados do Irã, matou quatro tripulantes de um navio cargueiro no estreito de Bab al-Mandeb, no Mar Vermelho — as primeiras mortes em embarcações atribuídas ao grupo desde o início do conflito.
Autoridades iranianas afirmam que o Estreito de Hormuz, por onde passava cerca de um quinto do petróleo e gás natural liquefeito comercializados no mundo antes da guerra, só será reaberto se os EUA aceitarem as condições de Teerã: liberação de ativos iranianos congelados e fim dos conflitos na região. Analistas ouvidos pelo Wall Street Journal descrevem uma “economia de sobrevivência” iraniana — racionamento de combustível e energia, câmbio subsidiado para produtos essenciais e uso de redes já estabelecidas para driblar sanções — como estratégia para resistir ao desgaste econômico sem ceder posição nas negociações.
Imigração: EUA planejam distribuir luvas com choque elétrico a agentes do ICE
A agência de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) pretende gastar até US$ 20 milhões na compra de luvas capazes de aplicar choques elétricos para conter pessoas consideradas resistentes durante abordagens. O equipamento, batizado de G.L.O.V.E. — sigla em inglês para Generated Low Output Voltage Emitter (emissor de baixa tensão elétrica) e palavra que significa “luva” —, já é usado em alguns presídios e departamentos de polícia dos Estados Unidos.
