Com Foz do Amazonas, valor da Petrobras pode ir a R$ 811 bi até fim do ano

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Com Foz do Amazonas, valor da Petrobras pode ir a R$ 811 bi até fim do ano

No longo prazo, a valorização da Petrobras pode ser ainda maior. Se a estatal confirmar a projeção da EPE (Empresa de Pesquisa Energética) de que existem 5,7 bilhões de barris recuperáveis (que dá para extrair) só na Foz do Amazonas, as reservas comprovadas de petróleo em todo o Brasil cresceriam 33%, e as da própria Petrobras, até 55%. Para toda a Margem Equatorial, formada por cinco bacias, a EPE estimou em seu PDE (Plano Decenal de Expansão de Energia) 2035 a existência de 41 bilhões de barris em potencial, número superior ao da ANP (Agência Nacional de Petróleo), que projeta 30 bilhões de barris.

O otimismo do Itaú BBA para as ações no longo prazo leva em conta a possibilidade de a Petrobras confirmar os 5,7 bilhões de barris na Foz do Amazonas. A conta do banco se apoia no indicador EV/Reserva, que mede quanto vale a empresa para cada barril de petróleo em reservas. O valor despencaria dos atuais US$ 12,7 por barril equivalente para US$ 8,5, abaixo do praticado por concorrentes globais. Essa queda atrairia investidores, valorizando o preço da ação.

A Foz do Amazonas na Margem Equatorial
A Foz do Amazonas na Margem Equatorial Imagem: UOL

Os até 6 bilhões de barris recuperáveis na Foz do Amazonas têm valor bruto estimado em R$ 3,8 trilhões. O cálculo, que considera o preço do barril do tipo Brent a US$ 70 e a taxa de câmbio a R$ 5,40, é da FGV-IBRE (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas).

Como extrair petróleo naquela região é barato, a margem de lucro valeria a pena. “O custo de extração na região tende a ser muito baixo a julgar pelo que tem sido observado na Guiana, em uma região petrolífera contígua à Margem Equatorial, situando-se entre US$ 15 e US$ 30 o barril, mesmo se tratando de águas profundas”, diz o relatório sobre a região onde a ExxonMobil opera com elevada margem de lucro.

O próprio Itaú BBA diz que ainda é cedo para incorporar a descoberta ao plano de investimentos de longo prazo. O banco cita o campo de Búzios, principal referência do pré-sal, que levou cerca de três anos entre a descoberta inicial e a declaração de comercialidade, e mais cinco anos até começar a produzir. “Serão necessárias atividades adicionais de avaliação para determinar a extensão da descoberta, as características do reservatório e, em última instância, se a acumulação pode ser desenvolvida comercialmente”, diz Monique Greco, analista de Óleo e Gás do Itaú BBA.