Com receita ligada à CLT, Sesc faz 80 anos ‘atento’ a avanço da pejotização

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Com receita ligada à CLT, Sesc faz 80 anos ‘atento’ a avanço da pejotização

Os dois temas estão pendentes de julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). Especialistas apontam que uma eventual liberação irrestrita dessas duas formas de contratação poderia, na prática, desincentivar o cumprimento da legislação trabalhista.

Uma redução no nível de emprego com carteira assinada traria consequências diretas sobre o caixa de todo o Sistema S — composto não só pelo Sesc, mas por Sesi (Serviço Social da Indústria), Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), entre outras entidades.

Um cruzamento de dados feito pelo Ministério do Trabalho e Emprego mostra como a pejotização tem crescido no país. Entre janeiro de 2022 e julho de 2025, cerca de 5,5 milhões de pessoas deixaram de ser empregados formais do tipo CLT para se transformarem em MEIs (Microempreendedores Individuais) ou em pessoas jurídicas.

No caso da uberização, uma pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgada no início de setembro mostra que 2 milhões de pessoas têm como meio de vida o trabalho por aplicativos, sem carteira assinada.

“Estamos atentos a esse risco e procurando ideias que possam no futuro compensar essa perda. Mas, por enquanto, os dados são positivos”, diz Galina.

Sistema S perderia R$ 18,4 bi anuais com 50% dos trabalhadores pejotizados, diz FGV

Na avaliação de Nelson Marconi, economista e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a atual situação financeira do Sesc parece confortável porque, paralelamente ao crescimento do número de pejotizados e uberizados, também houve aumento do estoque de empregados com carteira assinada nos últimos anos.