Dia da Luta PcD: educação amplia atuação no meio tecnológico

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Nesta segunda-feira, 21 de setembro, é comemorado o Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência (PcD). A data é marcada por reivindicações do Movimento pelos Direitos das Pessoas com Deficiência (MDPD) desde 1982. Apesar disso, a data só foi oficializada em 2005.

Pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que existem 13,7 mil PcD no Brasil, no entanto, somente 29% possuem ocupação, os dados são de 2022. Diante desse cenário, projetos pedagógicos que atuam como estimulantes e preparatórios de pessoas com defiências para diferentes mercados de trabalho.

O projeto Multiplique o Bem Tech busca formas de incluir PcD, especialmente com deficiência auditiva e neurodivergentes, em práticas de robótica e programação. A coordenadora-geral do projeto, Marianna Muniz, explica que as habilidades desenvolvidas por meio da robótica podem facilitar o ingresso no mercado de trabalho.

“A robótica estimula habilidades como criatividade, raciocínio lógico, resolução de problemas, autonomia e trabalho em equipe, que podem ser desenvolvidas por todos os estudantes quando são oferecidos os recursos e apoios necessários, preparando-os, de alguma forma, para o universo do mundo corporativo”.

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Marianna Muniz
Marianna Muniz, coordenadora-geral do projeto Multiplique o Bem Tech.

Crédito: Divulgação

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Adaptações de ensino para pessoas com deficiência

Muniz conta que metodologias de ensino não tradicionais tornam o aprendizado mais prático, experimental e colaborativo. Ampliar a participação de PcD na tecnologia extrapola práticas tradicionais de pedagogia, assim permitindo trabalhar o aprendizado e a comunicação, respeitando o ritmo e as características de cada luno.

“Ao ter consciência de que acessibilidade é um recurso para trabalhar o pedagógico através da inclusão, em vez de depender exclusivamente de aulas expositivas e conteúdos teóricos, o estudante aprende construindo, testando, errando, visualizando, modificando e criando soluções”, explica.

Assim, as adaptações feitas devem levar em conta qual o tipo de deficiência do aluno, além de particularidades  de cada estudante. Para além dos materiais utilizados, é preciso garantir a acessibilidade pedagógica, de forma que o aluno possa participar de forma efetiva das atividades propostas.

Muniz explica como trabalham no caso do Multiplique o Bem Tech:

  • Deficiência auditiva: instruções escritas e visuais, utilização de Libras quando necessário, vídeos com legendas e apoio de intérprete;

  • Deficiência intelectual/neurodivergências: instruções mais objetivas e sequenciais, atividades divididas em etapas, recursos visuais, repetição e acompanhamento individualizado. Rotina e organização visual das atividades, antecipação das etapas, ambiente estruturado e possibilidade de adaptação aos estímulos sensoriais.

Projeto Multiplique o Bem Tech.
Projeto Multiplique o Bem Tech.

Crédito: Divulgação

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Por Jade Vieira

Jornalista