A prolongada oscilação de Cleitinho levou para Brasília as articulações em torno de Marcelo Aro (PP), ex-secretário de governo de MG, e que será candidato ao Executivo. Em 30 de julho, Aro rompeu com Mateus Simões (PSD), vice de Romeu Zema (Novo) que o sucedeu como governador. Aliados de Aro do Executivo estadual foram exonerados na sequência. Sem apoio das legendas, Simões manteve a candidatura, mas viu suas alianças desidratarem.
O ex-prefeito Luís Eduardo Falcão (Republicanos), que seria vice de Cleitinho, ainda busca espaço na disputa. Falcão pode integrar uma chapa alternativa ao governo, ao lado de Marcelo Aro.
No cenário sem Cleitinho da pesquisa Quaest, nenhum desses candidatos aparece com mais de dois dígitos. Mateus Simões (PSD) tem 9%, e Flávio Roscoe (PL), 4%. Aro não aparece no levantamento.
Análise sobre os impactos na eleição
Ausência de palanque forte em Minas é risco para campanha de Flávio no estado, avalia cientista política. Mara Telles, da UFMG e da Abrapel (Associação Brasileira de Pesquisadores Eleitorais), acredita que, “se [Flávio Bolsonaro] não tiver palanque em Minas, ele perde as eleições”, destacando a importância estratégica do estado.
A pesquisadora aponta que a fragmentação enfraquece a direita local, que costuma ser mais unida que a esquerda. Para Mara Telles, a decisão de Romeu Zema, que apoiará Mateus Simões, de mirar o plano nacional também prejudicou a coesão do grupo no estado.
