Dólar abre a R$ 5,18, mantendo tendência após três altas seguidas

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Dólar abre a R$ 5,18, mantendo tendência após três altas seguidas

Aumento de juros nos Estados Unidos impacta fluxo de capitais no mundo. O cenário de taxas maiores na economia americana aumenta o rendimento dos títulos do governo do país, atraindo mais recursos globais. Isso fortalece o dólar e reduz o direcionamento de aplicações para outros países, como o Brasil.

Receio de aumento da dívida pública brasileira impacta juros. Com mais gastos do governo, a quantidade de recursos em circulação tem potencial para manter a economia aquecida. Isso dificulta o trabalho do Banco Central, de controlar a inflação. Por tabela, os juros precisam ficar elevados por mais tempo. Segundo economistas, esse ambiente cria incertezas e prejudica a atração de investimentos estrangeiros.

Projeto aprovado no Conresso ontem à noite amplia dúvidas sobre política fiscal. O Senado aprovou o PLP 114/2026, que permite cortar tributos sobre combustíveis e amplia incentivos a fertilizantes, minerais críticos, defesa, saúde e à Copa do Mundo Feminina de 2027. O texto permite que despesas de até R$ 7,5 bilhões com a Defesa Nacional fiquem fora do limite do arcabouço fiscal em 2026 e antecipa R$ 3 bilhões em recursos orçamentários de 2027 para este exercício.

Ibovespa caiu ontem pelo sexto pregão seguido. O principal índice de ações da Bolsa do Brasil B3 recuou 0,23%, para 167.491 pontos, menor patamar desde 20 de janeiro.

Bolsa brasileira atravessa ciclo negativo com saída de recursos estrangeiros. A tendência é influenciada pela atuação dos investidores internacionais, que respondem por cerca de 60% do giro diário de negócios. Neste mês, o saldo líquido — aportes ante saques — está negativo em R$ 7,5 bilhões. No acumulado do ano, ainda há superávit, de R$ 33,8 bilhões.

Corporativo

Investidores reagem hoje aos balanços divulgados ontem à noite. Entre os destaques, Banco do Brasil, CVC, B3 e Americanas soltaram os resultados financeiros referentes ao segundo trimestre.