O dólar tende a permanecer sensível à comunicação do Federal Reserve. No mercado doméstico, a recuperação do petróleo deve oferecer algum suporte às moedas de países exportadores de commodities, enquanto as expectativas para a Selic seguem influenciando o comportamento do câmbio. Gabriel Mollo, analista do Banco Daycoval
Banco Central decide manter juros americanos. O Fed (Federal Reserve) anunciou hoje a manutenção da taxa de referência da economia americana no intervalo entre 3,5% e 3,75% ao ano, como fez nos últimos quatro encontros. A decisão não foi unânime, com membros do órgão defendendo o aumento dos juros no país para conter pressões inflacionárias.
Juros americanos impactam economia brasileira. O aumento das taxas eleva o rendimento dos títulos do governo americano, os Treasuries. Isso atrai recursos de carteiras internacionais, drenando parte do fluxo de capitais que irrigam mercados emergentes, como o Brasil.
Desde a última reunião, o relatório de emprego sugere um mercado de trabalho sólido, enquanto a inflação registrou alívio, mas se manteve elevada. Esperamos, então, que o Fed mantenha a taxa de juros no intervalo atual, mas a combinação de inflação elevada e mercado de trabalho sólido deve levar a autoridade monetária a voltar a subir os juros em setembro. Felipe Mecchi, economista do C6 Bank
No Brasil, investidores reagiram a balanços locais e internacionais. Após Ford, Visa e Mondelez, mercado reage a balanços de UBS e Electrolux. Na temporada de balanços com resultados do segundo trimestre, os mercados acompanham hoje os dados do banco suíço UBS e da fabricante sueca de eletrodomésticos Electrolux. Também no radar dos investidores, os números de Ford, Visa e Mondelez, que soltaram relatórios ontem após o fechamento das bolsas. No radar para hoje ainda, os balanços de Meta e Microsoft, que saem após o fechamento do mercado.
Ibovespa teve pregão de baixa. O principal índice de ações da B3 acentuou o viés negativo da manhã e recuou 1,52%, para 173.885 pontos, depois de ter subido 0,7% ontem.
