A taxas dos títulos japoneses de 10 anos chegou a um pico em três décadas, ultrapassando 3%.
Na Alemanha, a taxa de referência de 10 anos ficou próxima de seu maior nível desde 2009, em 3,55%, enquanto as taxas francesas de 10 anos oscilavam perto da máxima em 18 anos e as taxas britânicas de 10 anos, em 5,45%, atingiram seu maior nível desde 2007.
Os custos dos empréstimos dos governos atingiram nesta terça-feira os níveos mais altos desde a crise financeira de 2008, com a taxa do Treasury de 10 anos subindo para mais de 5%, o que destaca a tensão entre o rápido aumento do endividamento global e um crescimento econômico até o momento resiliente.A ampliação do conflito fez com que o petróleo voltasse a ultrapassar os US$ 100 por barril, o que aumentou a pressão sobre os bancos centrais para que elevem as taxas de juros a fim de combater a inflação um dos principais motivos para a alta nos rendimentos dos títulos.
A expectativa é de que o Federal Reserve aumente os juros pela primeira vez desde 2023 na quarta-feira, de acordo com os mercados monetários, enquanto o Banco do Japão deve fazer o mesmo na sexta. O Banco Central Europeu elevou os juros na semana passada e pode realizar uma série de aumentos nos próximos meses.
A liquidação de títulos elevou o custo dos empréstimos para os governos, mas também os deixou com despesas com juros mais altos, o que desvia recursos de programas sociais, de defesa e de outras áreas, ?o que, por sua vez, levanta questões quanto à sustentabilidade de seus encargos com a dívida.
“Rendimentos de 5% não são um problema se o crescimento for de 6,5%. Mas se o crescimento for de 5% com rendimentos de 5%, a história pode ser bem diferente”, disse Samy Chaar, economista-chefe da Lombard Odier.
