Durigan afirmou que o governo não vê necessidade de criar um novo Desenrola. Ele disse que o programa teve como foco “fazer a dívida caber no bolso” e avaliou que o “espírito” da iniciativa é permitir que as pessoas saiam da inadimplência, mas sem virar uma política repetida continuamente.
Ministro disse que o risco de “pautas-bomba” no Congresso diminuiu e está sob controle. Ele disse que o governo trabalhou para reduzir riscos e evitar a aprovação de medidas com forte impacto fiscal, especialmente em ano eleitoral.
Durigan classificou o escândalo do Banco Master como “crime” e defendeu ação das autoridades. Ele disse ver o caso “com repulsa” e afirmou que há espaço para aprimorar regulação e supervisão, citando que Receita Federal e CVM (Comissão de Valores Mobiliários) vêm “apertando o cerco” contra fraudes.
Ministro trabalha para que o TCU (Tribunal de Contas da União) apresente em breve as alíquotas da reforma tributária. Em entrevista à Rádio Capital, de Mato Grosso do Sul, ele afirmou que ainda existem incertezas, mas que a transição para as novas regras começa em 2027, como previsto.
Durigan comparou as dúvidas sobre a reforma a “dores de crescimento” e disse esperar simplificação do sistema. “Então, tem algumas incertezas que fazem parte do processo de crescimento do País, como dores de crescimento de uma criança”, afirmou. Ele completou: “Eu acho que é um grande avanço. Não vai ser difícil para as pessoas. E vai diminuir a sonegação e ampliar a base de formalização que é importante para a economia do País”.
Política fiscal é foco do governo. Durigan disse ter “obsessão” para fazer o governo gastar menos e melhor, com foco em derrubar juros. Na entrevista à Rádio Capital FM, ele afirmou: “Isso é uma obsessão. Nós precisamos melhorar a condição fiscal, fazer com que o governo gaste menos e melhor, para que a gente consiga equilibrar a taxa de juros do futuro”.
