Dólar subiu ante o real em três meses, mas teve quatro quedas mensais. A divisa caiu ante a moeda brasileira em janeiro (-5%), fevereiro (-1,5%), abril (-4,4%) e julho (-1,9%); subindo em março (+1,4%), maio (+1,4%) e junho (+2,4%).
Fluxo de recursos externos está negativo no mês. Segundo dados do Banco Central, o saldo entre saídas e entradas está negativo em US$ 2,6 bilhões até a última sexta-feira (21). O comportamento mantém viés de julho, quando déficit em transações correntes do balanço de pagamentos somou US$ 8,1 bilhões em julho de 2026, ante US$ 6,9 bilhões em julho de 2025.
O cenário externo tende a continuar pressionando o real, principalmente caso os dados americanos reforcem a possibilidade de alta dos juros em setembro. No mercado doméstico, o fluxo estrangeiro começa a apresentar sinais de melhora, mas as saídas acumuladas em agosto ainda permanecem elevadas, próximas de R$ 18,7 bilhões. Gabriel Mollo, analista de investimentos da Daycoval Corretora
No exterior, petróleo subiu e alimentou aversão a risco. O viés é influenciado pela escalada da tensão no Oriente Médio, após novos ataques dos Estados Unidos contra o Irã, o que amplia incertezas sobre a reabertura do Estreito de Hormuz. Mercado reage ainda ao acordo entre a Casa Branca e a Venezuela que amplia a participação americana na exploração das reservas venezuelanas. O contrato futuro com vencimento em dezembro para o barril do tipo Brent, referência internacional da commodity mais negociada, fechou com alta de 2,71%, a US$ 90,49.
O mercado trabalha com um prêmio de risco mais elevado não apenas pelas incertezas sobre a retomada dos fluxos físicos de petróleo e derivados pelos estreitos de Hormuz, mas também pela retomada das ofensivas diretas entre Washington e Teerã. Bruno Cordeiro, analista de inteligência de mercado da StoneX
