Sindicato diz que desde então, Poschman teria iniciado uma gestão arbitrária. A direção do IBGE estaria tomando decisões prejudiciais aos trabalhadores e fechando negociações, segundo a líder sindical, destacando que a fundação IBGE+ foi motivo de greve de servidores em 2024.
Pensa bem: eu tenho uma empresa pagando uma pesquisa. E aí, o resultado interessa essa empresa. E se o resultado não foi interessante? Você garante a continuidade da pesquisa; a publicação da pesquisa? A gente não sabe. Era uma fragilização do papel do IBGE. Aline Carneiro, diretora da Executiva do Sindicato Nacional dos Servidores do IBGE
O TCU (Tribunal de Contas da União) barrou o projeto, que visava trazer patrocínio privado ao IBGE, por considerá-lo ilegal. O IBGE+ foi criado em 2024 para apoiar a inovação científica e tecnológica do instituto, com a captação de recursos privados. As atividades foram interrompidas em fevereiro deste ano, quando o TCU e a AGU (Advocacia-Geral da União) apontaram desvio de competência do Executivo, já que a criação da fundação não foi aprovada por lei no Congresso Nacional.
Você pode fazer uma privatização sem a entrega de nenhum patrimônio físico, mas colocar toda uma estrutura estatal na mão da iniciativa privada. Paulo Lindesay, diretor da Executiva do Sindicato Nacional dos Servidores do IBGE
Entidade de trabalhadores diz que o IBGE começou a descontar do salário o valor proporcional aos dias que trabalhadores ficam em greve. Aline Carneiro afirma que a paralisação tem grande apoio em número de assinaturas, mas o medo de punições faz com que muitos não interrompam as atividades.
O sindicato realizará um protesto em frente à sede do instituto, no Rio. O ato ocorrerá nesta quinta-feira (27), às 10h. A manifestação dos grevistas visa cobrar a abertura de negociações trabalhistas com a presidência do órgão.
