Cobranças mais altas vão incidir sobre setores estratégicos, como aço, alumínio, móveis e roupas. Já a alíquota de 25% será aplicada a queijos, eletrodomésticos e alguns frutos do mar, enquanto a taxa de 15% valerá para eletrônicos e ferramentas.
Fracasso em negociações
A medida é uma resposta direta às tarifas de 50% impostas pelos EUA contra o Canadá. As barreiras norte-americanas sobre US$ 20 bilhões em produtos canadenses começaram a valer no último sábado, após o fracasso nas negociações bilaterais entre os vizinhos.
Acirramento da disputa comercial marca um momento de forte desgaste diplomático. O governo do Canadá avalia que este é um novo ponto baixo nas relações históricas com os Estados Unidos. “Este é um desafio sem precedentes, mas o Canadá vai superar este momento”, declarou o ministro das Finanças do Canadá, Francois-Philippe Champagne.
Primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, disse que reação busca defender a população. “Nosso trabalho é lutar pelo Canadá. É lutar pelos trabalhadores e pela indústria”, afirmou durante entrevista coletiva após o anúncio das tarifas contra os Estados Unidos.
Champagne, afirmou que as medidas retaliatórias visam proteger a economia local. “Nossas tarifas retaliatórias, dólar por dólar e alíquota por alíquota, bem como um pacote de apoio de vários bilhões de dólares, protegerão trabalhadores, agricultores, famílias e empresas”, declarou.
