ES: Vigias são acusados de agredir pessoas em situação de rua; uma morreu

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ES: Vigias são acusados de agredir pessoas em situação de rua; uma morreu

Ações violentas eram combinadas por WhatsApp e filmadas pelos próprios vigias. As mídias eram enviadas para um grupo chamado “RONDAS”, no qual os integrantes caçoavam das vítimas e encorajavam a postura violenta.

Mensagens obtidas pela polícia mostram que conduta violenta era encorajada entre os vigias
Mensagens obtidas pela polícia mostram que conduta violenta era encorajada entre os vigias Imagem: Reprodução/Polícia Civil

Em um dos registros encontrados pela polícia, suposto coordenador dos vigias sugeria agressões letais. Ralson Amâncio Chagas, apontado como líder do grupo, disse aos colegas: “a gente vai amassar e vai até finalizar”.

Delegado-geral do ES, Jordano Bruno, definiu o caso como “barbárie”. “É algo nos dias de hoje, em plena região metropolitana da Grande Vitória, quase inimaginável. Algo tão perverso e desumano, uma barbárie que estava sendo cometida com pessoas em situação de rua, de extrema vulnerabilidade”.

Delegado também diz que investigação deixou claro que grupo sequestrava e espancava as vítimas. “Esses indivíduos, que realizavam essas rondas, contratados por condomínios, estavam utilizando desta função para poder fazer com que essas pessoas [em situação de rua] desaparecessem dos locais em que eles circulavam. Ao longo da investigação ficou bem caracterizado que eles basicamente sequestraram essas pessoas e espancaram elas. Em um dos casos, esse espancamento foi uma forma de execução”.

Oito dos denunciados respondem por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e organização criminosa. Um deles não participava das rondas, mas participou do homicídio. Um dos suspeitos está foragido. Os suspeitos são: