Este é o quarto ano seguido de aumento de casos no País, conforme o fórum. Com exceção de 2021, quando o número de feminicídios caiu 0,6% em relação a 2020, o assassinato de mulheres pelo fato de serem mulheres manteve-se em constante crescimento desde 2016, quando o País somou 929 casos, um ano após a tipificação do crime. Passada uma década, o número de ocorrências deu um salto de 69,1%.
Pesquisadores do FBSP chamam a atenção para o fato de os feminicídios serem praticados majoritariamente por companheiros ou ex-companheiros da vítimas, totalizando 79,8% – ou oito a cada 10 registros.
Especialistas pontuam que o feminicídio é a consequência final de outros crimes que o antecedem e que também cresceram na comparação com o ano passado. São os casos de perseguição (aumento de 30,1%), violência psicológica (+16,9%), descumprimento de medidas protetivas (+16,7%), ameaças (+0,5%) – que somaram 788.531 casos em números absolutos – e lesões corporais dolosas no contexto de violência doméstica (+2,6%).
Em números absolutos de feminicídios, São Paulo lidera as estatísticas, com 270 casos (aumento de 6,4%) e uma taxa de 1,1 por 100 mil mulheres. A lista segue com Minas Gerais, com 117 casos (queda de 4,4%) e taxa de 1,6 por 100 mil mulheres; Rio de Janeiro, com 105 casos (-1,9%) e taxa de 1,2 por 100 mil mulheres; e Bahia, onde foram registradas 102 ocorrências (queda de 7,4% ante 2024) e uma taxa de 1,3 feminicídio por 100 mil mulheres.
