Após levantar cerca de 5 bilhões de euros para superar as dificuldades financeiras decorrentes da fusão de US$3,4 bilhões com a OneWeb, os planos de expansão da Eutelsat visam reforçar a ambição da empresa de desafiar a Starlink, de Elon Musk, que atualmente domina o mercado.
A Eutelsat é considerada estrategicamente importante pelos governos francês e britânico, pois opera a única rede de satélites em órbita terrestre baixa além da Starlink, fornecendo comunicações seguras e serviços de internet de banda larga.
O acordo amplia o plano de desenvolvimento da frota de satélites em órbita terrestre baixa da Eutelsat além dos planos anteriores, segundo os quais a empresa previa investir cerca de 2 bilhões de euros para adquirir e lançar os 440 satélites até 2030.
A OneWeb conta atualmente com mais de 600 satélites, embora o presidente-executivo, Jean-François Fallacher, tenha declarado à Reuters em março que a Eutelsat esperava que sua frota ultrapassasse 1.000 “muito em breve”.
Já a Starlink possui mais de 11.000 satélites em órbita, embora a OneWeb precise de muito menos para oferecer cobertura global, pois seus satélites operam em altitude mais elevada e a empresa se concentra em clientes governamentais, corporativos e de telecomunicações, em vez de consumidores do mercado de massa.
Os 229 satélites adicionais têm como objetivo garantir a continuidade do serviço até a implantação comercial do IRIS², a constelação de comunicações seguras planejada pela União Europeia com 348 satélites, que deve entrar em operação por volta do final da década.
